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Maria Assunta és!
Assunção - 1981

Teu corpo leve,
apenas adormecido,
foi levado
vivo
ao paraíso!
Como podias morrer?
Se Deus para viver
no mundo dos mortais,
de ti quis receber
o que quiseste dar:
tua carne,
teu sangue,
teu carinho,
e mais:
No teu seio
misterioso ninho
O Verbo se encarnou!
Durante nove meses
nele morou…
O tempo passou,
fugiu…
houve um calvário!
Teu coração feriu
Cortante gládio
Como te fora dito,
profetizado…
No alto da Cruz
um Deus a morrer
Crucificado
ferido
Cristo!
e tu morrias
na carne de Jesus!...
Por isso
Não era mister
ó, Mãe,
morrer outra vez!...
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